O que me traz hoje a este espaço é um dilema que enfrentei de forma muito intensa já neste ano de 2014. Qual o público-alvo devo atingir com minhas ações? Qual o tipo de perfil que devo buscar para de fato gerar negócios e leads qualificados para vendas? Continuo com o foco tradicional em TI ou passo a olhar com mais carinho para as áreas de negócios?
Fato é que hoje o jogo está virando, e vivemos um quadro onde as áreas de negócios estão passando a ter mais budget para investir em projetos de TI do que a própria área de TI. Em resumo, cada vez menos o CIO está tendo o poder de dizer SIM (ou NÃO) enquanto as áreas de negócios ganham cada vez mais espaço para desenvolver e aprovar projetos de tecnologia dentro das empresas.
Na última conferência do Gartner escutei um dos keynotes do evento dizer que em 2017 esta chave já estará invertida, ou seja, que em 2 anos já veremos as áreas de negócio com mais poder de decisão do que a própria área de TI para projetos de TI. Parece loucura, mas hoje esta transição já está bem evidente.
A questão não é se enxergo esta mudança como benéfica ou não, mas sim o que fazer com ela uma vez que com nossos budgets extremamente otimizados, precisamos ser muito seletivos nas ações que investimos. Eu mesmo comecei a olhar com bons olhos ações que tem como foco principal as áreas de negócios, pois é o lugar onde estamos vendo o melhor retorno para geração de novas oportunidades. Em meio a um cenário de ações e eventos de TI saturados, onde precisamos de 50% do nosso budget para comprar 1m2 de espaço em um grande evento, ou investirmos horrores para conseguir 15 min na frente de um CIO, prefiro investir um pouco mais em eventos mais direcionados a negócios que, ao meu ver, ainda demandam uma verba menor e em um futuro bem próximo irão gerar mais negócios.
Não digo que TI deixou de ser importante e que agora temos de direcionar o alvo apenas às áreas de negócios. Enxergo o balanceamento como melhor estratégia para o momento, até porque mesmo os projetos que não tem o drive de TI, em algum momento passarão pela TI.
Lembrando também que tudo depende do contexto da empresa e do tipo de solução que elaoferece. O meu maior objetivo com este post é fazer com que você passe a olhar ações que foquem em áreas de negócios com mais carinho.
Daniel
Oi, Dani! Excelente post! Acho que faz muito sentido o que você disse, ainda mais considerando que os CIOs são bombardeados a todo tempo por ações de todos os tipos, por fornecedores que se destinam às mais diversas áreas do negócio da empresa, uma vez que o TI hoje em dia é a espinha dorsal que viabiliza o funcionamento de tudo. Hoje vejo o CIO como um stakeholder e/ou influenciador no processo de decisão de compra (dependendo do grau de maturidade da governança de TI da empresa), ao invés do decisor direto de algum produto de tecnologia que não seja impactante diretamente para a eficiência da TI propriamente dita.
ResponderExcluirObrigado Si! Eu concordo contigo, mas é um shift bem interessante que precisamos nos adequar o mais rápido possível!
ExcluirAbraço!